|
Postagem: 13/03/2009
-
0 recado(s)
O folclore é a tradição expressa de um povo, são lendas, crenças, canções e costumes. Minas Gerais é um Estado extremamente rico na variedade de folguedos. Somente no Centro-Oeste mineiro encontramos as Cavalhadas, Folias de Reis, Boi do Sabino, Congado, Encomendação das Almas, entre outros. Em Divinópolis uma das festas mais tradicionais é o Congado. Escravos trazidos da África buscavam através de rituais um extrapolar de sentimentos e culto a sua fé. O Congado nasceu da fusão destes ritos com a religião católica, imposta aos negros pela Igreja. Daí surgiram novas histórias que envolviam pricipalmente Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Efigênia, Nossa Senhora das Mercês e Nossa Senhora da Aparecida. O surgimento do Congado em Minas Gerais assumiu movimentos abolicionistas, sendo um dos responsáveis Chico Rei, em Vila Rica de Ouro Preto onde foi fundada a primeira Igreja do Rosário no Estado. A primeira irmandade de Nossa Senhora do Rosário nessa terra foi fundada em primeiro de agosto de 1881, sete anos antes da abolição da escravatura. Nos anos 30 o então arcebispo de Belo Horizonte resolveu combater as festas afro-brasileiras. Quem desobedecesse às ordens estaria ameaçado de excomunhão, tendo como conseqüência a paralização das manifestações em quase toda Minas Gerais. Divinópolis foi uma das poucas exceções neste processo, começondo a fazer parte significativa dessa história. A partir daí se tornou uma das mais difundidas e significativas expressões da cultura e da fé divinopolitana. As festas eram realizadas junto à antiga Igreja do Rosário, onde hoje é o Mercado Municipal. Porém, foram se transferindo para os bairros com a demolição da igreja. Em 1985 foi construida uma capela réplica da antiga Igreja do Rosário, voltando a se tornar ponto de manifestações. Mas foi só em 1994 a retomada de sua força total. Com a abolição da escravatura nasceu a Missa Conga, em comemoração à libertação dos escravos. E foi somente a partir de sua criação pelo vaticano que voltou a se permitir as manifestações que tinham sido suspensas. A primeira Missa Conga realizada em Divinópolis foi no dia 15 de maio de 1977. Quanto à tradição da coroação de reis e rainhas, perpétuos ou congos em Divinópolis, era sempre concedida a pessoas negras e de família tradicional na realização da festa. A coroação só acontecia no caso de falecimento, renúncia ou deposição do rei ou da rainha que se encontravam nas funções. Na ausência de apenas um deles, no caso do falecimento da rainha, por exemplo, o rei permanecia no cargo e uma nova rainha era escolhida. Após a eleição, dava-se o ato solene da coroação, sendo o pároco local aquele que lhes concedia a coroa. As nações concorriam para abrilhantar as festas de coroação com encenações que eram apresentadas em palcos montados, com teatro, música e dança, chamadas de auto dos Congos. Essas encenações representavam a coroação do Rei Congo e tinham personagens que representavam um cortejo real, com cargos de nobreza como duques, embaixadores, príncipes e princesas. Com a popularização da festa de coroação, conquistaram a parceria de brancos e negros, pobres e ricos. Sendo hoje o critério usado pelas irmandades a fé e a dedicação à preservação da tradição, não levando em conta família nem cor de pele. Por exemplo, já receberam a coroa de Rei Congo os cantores Milton Nascimento e Gilberto Gil. CATIRA OU CATERETÊ Dança rural que já foi bastante difundida em Dinópolis. Trata-se de um conjunto com oito a doze dançarinos que se dispoem em duas fileiras par-par, seguindo a marcação geral ditada pelo guia. Os instrumentos podem ser viola, violão e acordeom. A coreografia constitui-se de volteios, sapateado e bater de palmas. Pode ser cantada de duas até cinco vozes. BOI DO SABINO Sabino, figura lendária em Divinópolis. Negro de quem as crianças tinham medo. Em todo carnaval era infalível seu bloco azul e branco e à frente seu boi, com raízes no auto "bumba meu boi". Era tão obrigatório quanto hoje é a figura do Rei Momo. CULTURA MASSIFICADA Em Divinópolis a preservação do folclore, apesar de nem sempre fazer parte do dia a dia do povo, em algumas temporadas crianças, jovens e adultos dedicam parte de seus dias a estas manifestações culturais, que apesar da invasão da cultura globalizada, algumas formas ainda resistem. Outras acabam sendo aos poucos esquecidas como o "Boi do Sabino" e "Folias de Reis", que fizeram parte da vida de seus antepassados. Ingrid Gomes
|
|
Postagem: 18/01/2009
-
0 recado(s)
Mariana foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais. Hoje, uma das mais importantes cidades históricas de Minas, sua arquitetura colonial, seu expressivo e marcante traço do barroco mineiro. Um atrativo de valor histórico-cultural inestimável se encontra na Catedral Basílica da Sé, um raro exemplar do órgão ARP SCHNITGER - construído em 1701 e que ainda proporciona belíssimos momentos de boa música que encantam turistas e fiéis de todo o mundo. Mariana encanta com suas ruas em paralelepípedos, com a riqueza das peças artesanais de madeira entalhada e pedra sabão, além de artigos em tapeçaria, e abre as portas do barroco mineiro ao turista. Seu charme é inigualável. A apenas 10 minutos de Ouro Preto, Mariana é excelente opção de hospedagem para quem deseja conhecer o circuito do ouro afastado do grande agito da cidade vizinha. O turismo em Mariana se destaca pela presença de igrejas, museus e uma imponente arquitetura urbana colonial, com destaque para a Rua Direita, considerada a mais bela de Minas Gerais. Outros importantes atrativos turísticos de Mariana são a Mina da Passagem, local onde se concentrava a produção de ouro, e para os amantes do Ecoturismo, a Cachoeira da Serrinha, na Serra do Itacolomi. Por volta de 1696, em busca de metais preciosos, os bandeirantes se instalaram às margens do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo onde fizeram as primeiras descobertas de ouro e iniciou assim a povoação da região onde é hoje, Mariana. A fundação do povoado ocorreu em 8 de abril de 1711 e teve como nome inicial Vila Leal de Nossa Senhora do Carmo. Assim Mariana foi a primeira vila de Minas Gerais e abrigou os dois primeiros governadores do estado. Em 1720, como conseqüência da Sedição de Vila Rica, a Vila do Ribeirão do Carmo deixou de ser a capital. A sede da Capitania das Minas passou a ser em Vila Rica, hoje Ouro Preto. Até que em 1945, foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico como monumento nacional. Com o crescimento e desenvolvimento gerado pela atividade mineradora, Mariana foi elevada à categoria de cidade no dia 23 de abril de 1745 e recebeu o seu nome atual. A origem dele é atribuída em homenagem a rainha de Portugal, Dona Maria Ana D’Áustria, esposa de Dom João V. Neste mesmo ano foi criado o Bispado de Mariana, o primeiro bispado mineiro. A Igreja Católica, um dos pilares da sociedade mineira do século XVIII, teve em Mariana, portanto, o seu grande esteio. Atualmente o principal destaque do município é a sua riqueza histórica retratada em seus casarões, igrejas em estilo barroco, construídas por Aleijadinho e outros escultores e entalhadores, ruas, como a Direita, considerada a mais bela de Minas Gerais. A cultura local é um chamariz para o turista com eventos que apresentam as corporações musicais, de teatro e danças folclóricas e ainda possui diversos projetos na área cultural e artística fazendo jus ao título recebido. Localizada nas cercanias de Ouro Preto, a cerca de 12 quilômetros é rodeada por Santa Bárbara, Barão de Cocais, Itabirito, Ouro Branco e Conselheiro Lafaiete. Sua distância em relação à capital Belo Horizonte é de 110 quilômetros. A cidade tem vários pontos turísticos, sendo os principais: Praça de Minas Gerais Onde se encontram três monumentos históricos da cidade, a antiga Casa da Câmara e Cadeia, Igreja de São Francisco e Igreja Nossa Senhora do Carmo. Catedral da Sé De 1709, a igreja foi construída em taipa de pilão. O lavabo da sacristia é atribuído a Aleijadinho. A pintura do batismo de Jesus é de mestre Athayde, filho da cidade, maior pintor barroco mineiro. Sextas e domingos, a Sé revive o século 18: o som barroco invade sua nave através dos 964 tubos (o maior com 2,4 m) do órgão alemão Arp Schnitger, famoso em todo o mundo. Fabricado em 1701 e doado em 1751 por D. João V. Prédio da Curia Arquidiocese de Mariana e serve atualmente como residência das irmãs da Beneficência Popular. Veja o rendilhado de pedra-sabão do balcão e da sacada. Rua Direita Onde se encontram as casas mais antigas da cidade, com sua arquitetura conservada. Seminário São José Luxo à antiga: escada externa cravejada com pedras de topázio. Já rapelaram um monte. Na capela, afresco inspirado na capela Sistina de Roma. Museu de Arte Sacra Casarão rococó do século 18. Destaques: relicários e imagens de santos de Aleijadinho, fonte de pedra-sabão atribuída a ele e a tela de Athayde "Queda de Jesus". Igreja de Santo Antônio A mais antiga da cidade. Igreja de São Pedro dos Clérigos Belíssima arquitetura de 1752, cercada de palmeiras, a igreja ainda oferece vista da cidade. Mina da Passagem Para visitar a mais antiga mina de ouro do Brasil (de 1719) é preciso descer com um trenzinho totalmente aberto por 120m na Mina da Passagem. Na entrada, a imagem de Sta. Bárbara protege os turistas de trovões e explosões. O ar é fresco nos 30km de túneis escavados na rocha. Desativada há dez anos, ela rendeu 35 toneladas de ouro a portugueses e ingleses. Ainda se vêem veios de ouro nas colunas de pedra que sustentam salões de até 8m de altura. Siga pelos túneis até um lago cristalino de 2km de extensão: é azul por causa do sulfato de cobre. A água morna convida a mergulhos. Igreja São Francisco de Assis Pinturas de Athayde decoram o teto da sacristia, na igreja construída em 1794. Além do túmulo do pintor, repare no altar a imagem de São Roque vinda da França. O medalhão da porta é atribuído a Aleijadinho. Maria Fumaça Trêm turistico, que voltou a funcionar em Abril de 2006, está fazendo um grande sucesso e atraindo turistas de vários pontos do país. A Estação Ferroviária de Mariana foi totalmente revitalizada e hoje também é um ponto turístico da cidade, e funciona também como uma biblioteca e mídia para a população. Ecoturismo A cidade também conta com várias cachoeiras, como a Cachoeira do Brumado (distrito de mesmo nome) e Cachoeira da Serrinha (em Passagem de Mariana). Fonte: Portal EmDiv
|
|
Postagem: 9/01/2009
-
0 recado(s)
A economia de Minas, no setor de transformação, era eficaz. A sociedade mineira, escravista, não excluía do cenário social grupos de produtores independentes e trabalhadores livres. Pela necessidade, o mineiro criou e recriou suas peças com arte e beleza. No século XVIII, o processo de produção artesanal do mineiro foi enriquecido, principalmente pela criatividade de mulatos, cafusos e mamelucos. E, embora se considerem notáveis as experiências portuguesas transculturadas e sincréticas, a cerâmica, a tecelagem e cestaria receberam influência indígena marcante, perceptível ainda em nossos dias. No século XIX, imigrantes e seus descendentes – italianos, alemães, judeus, sírio-libaneses, turcos, ciganos, ingleses, franceses e espanhóis marcam, também, a história da cultura mineira, através de objetos artesanais, culinária típica, usos e costumes. Entretanto, não só o talento e a inspiração desse povo, consagrou o artesanato mineiro como um dos mais admirados nas mais importantes salas de exposições de artesanato pelo mundo, também a dádiva da mãe natureza, que despendeu seus recursos naturais abundantes a essa atividade que não para de redescobrir. O artesanato é o encontro do homem com sua própria terra, simbiose espiritual". O certo é que na diversidade do artesanato, o artista traz consigo as influencias regionais através dos materiais empregados, das cores, forma e estilo. O artesanato teve seu reconhecimento em Minas no ano de 1969 quando foi fundado o Palácio das Artes, e nele um espaço dedicado ao artesanato mineiro, o Centro de Artesanato Mineiro. Até a década de 70 o artesanato era incipiente, mas após o movimento hyppie, que levou o artesanato para as ruas, mostrando-o principalmente aos estrangeiros que visitavam o Brasil, o artesanato teve o seu boom, firmando-se como uma das mais importantes manifestações artísticas e culturais do país. Hoje, o artesanato produzido em Minas Gerais, é reconhecidamente um dos mais expressivos da América Latina. A produção artesanal é exportada para a Europa e os Estados Unidos. Objetos como os tapetes arraiolos de Diamantina, as cerâmicas do Jequitinhonha e a prataria de Tiradentes chegam às galerias de arte, museus e lojas de todo o mundo. O artesanato mineiro se transformou em fonte de renda e incentivo ao turismo, beneficiando e distribuindo renda as mais diversas camadas da população. Ao se observar objetos artesanais, é preciso saber distinguir as peças que são artesanatos típicos regionais das obras artesanais do artista popular. Na primeira, todos detêm a técnica do fazer e mantêm características próprias do processo histórico da comunidade. Na segunda, o artista popular, além de dominar a técnica do fazer da comunidade, impregna características pessoais em sua obra. Exprime, nas peças, os seus sentimentos, valores e conceitos de vida. Na maioria das vezes, são escultores, joalheiros e bordadeiras que fazem peças individuais. Na maestria de confeccionar objetos, utilizando recursos naturais da terra e materiais importados, a criatividade do mineiro sempre foi ímpar. Nas variadas regiões culturais mineiras, de acordo com o processo histórico de cada uma, sobressaem-se variados objetos artesanais típicos. Quem conhece a história da colonização mineira é capaz de entender melhor a mensagem de cada um desses objetos, suas respectivas utilidades e suas características peculiares, as quais traduzem o jeito de ser e a cultura da comunidade de origem. O artesanato mineiro tem como característica a multiplicidade e revela traços do passado colonial barroco. As igrejas e religiosidades inspiram os artesãos com suas mãos habilidosas que produzem peças em prata, estanho, madeira, palha, ferro ou barro. Além de caracterizar a cultura, o artesanato reflete o relacionamento do artesão com o meio ambiente. O artesanato está correlacionado com os recursos naturais existentes e decorre, necessariamente, da relação entre o homem e o meio e reflete o sistema de vida adotado pelos moradores da região. Ao partirem para o centro da Colônia, tomados pela cobiça às pedras preciosas, as Entradas e Bandeiras carregavam experiências artesanais, que se juntaram com as experiências indígenas e posteriormente com a dos negros africanos, criando então uma variada e fantástica indústria artesanal, que nos dias atuais encantam os quatro cantos do mundo. Oriundos muitas vezes de mãos simples e calejadas, o artesanato mineiro, tradicional ou novo, é uma arte popular marcada pela ousadia criativa. Mãos que molda o barro, que movimenta o tear, que entalha a madeira, borda o pano, que coze a palha, trança o cesto, esculpe a pedra, verga o metal, funde o vidro, craveja as pedras semi-preciosas, ou mesmo produzindo sua própria matéria prima nos plantios dos roçados, revelam a alma, a história, os costumes, a identidade, as emoções e as autênticas tradições regionais ou de grupos sociais, através de uma arte original, despreocupada com a sofisticação. Desde o século XVIII, trabalhadores que utilizam as mãos e algum instrumento como extensão dos dedos para confeccionar peças de uso decorativo e utilitário se fazem presentes nas áreas colonizadas de Minas Gerais. Oficinas caseiras exibiam mestres, oficiais e aprendizes nas mais diversas atividades: produção de mobiliário doméstico, joalheria, instrumentos musicais, de trabalho e de transporte, objetos de lazer, etc. Fonte: .:: Portal EmDiv ::. - http://www.emdiv.com.br/
|
|
|