Postagem: 9/03/2009
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No dia 05 de março de 2009, em reunião extraordinária realizada em sua sede, o Conselho do Patrimônio Cultural de Senador Firmino aprovou por unanimidade o Tombamento Definitivo do Túmulo do Capitão Antônio Fernandes Guimarães.
A proposta havia sido encaminhada ao Conselho pelo seu próprio presidente, Rodrigo Celi, durante a realização da palestra “O que é tombamento?” realizada por Andréa Michelini, do Instituto Preserve, na reunião ordinária do último dia 02 de fevereiro.
Esse é o segundo bem a ser tombado pelo município e foi inscrito no Livro do Tombo do Conselho do Patrimônio Cultural no dia 05 de março de 2009 sob o nº 02/2009, através do Decreto Municipal nº 009/2009.
O objetivo do tombamento é o de proteger o dito Túmulo, para que as centenas de descendentes do Capitão Antônio Fernandes Guimarães possam conhecer onde foi enterrado o chefe da Família dos Oliveira Fernandes. Essa proteção dada pelo tombamento significa impedir a destruição, mutilação ou descaracterização do bem, que continua sendo de propriedade dos herdeiros, que podem continuar utilizando-o para sepultamentos, desde que não descaracterizem o dito túmulo.
Biografia do Capitão
Nasceu em Calambau, distrito de Piranga a 1830 e faleceu em Conceição do Turvo, distrito de Piranga, a 01 de maio de 1893. Casado com Maria Luiza de Oliveira Fernandes, com quem teve 06 filhos: Coronel Antônio Jorge de Oliveira Fernandes (Coronel Quitó) casado com Francisca Cândida Ferreira de Oliveira; Capitão Colatino de Oliveira Fernandes casado com Inácia Margarida Fernandes; Capitão Etelvino de Oliveira Fernandes (Capitão Soté) casado com Maria Madalena Vidigal Fernandes; Tenente Tolentino de Oliveira Fernandes casado em primeiras núpcias com Juventina Ferreira de Oliveira, e em segundas núpcias com Leontina Vieira Fernandes; Maria Libânia de Oliveira Fernandes (Sá Dursa) casada com Manoel Pedro Vidigal Filho; e Francisco Alcides de Oliveira Fernandes casado com Maria Ciríaca de Oliveira Fernandes (Mãe Sinhota).
Grande Fazendeiro do antigo arraial de Conceição do Turvo. Era também Capitão de Milícia, título comprado na época, que trazia status ao portador. Tinha grande poder político na região, poder esse que foi passado para seus filhos. Hoje quase todos os que assinam Oliveira Fernandes na cidade são descendentes dele, sendo que essa família é a maior do município de Senador Firmino.
Segundo contam era muito severo para com os seus escravos, cujos dotes deram origem a várias lendas em torno de sua pessoa. Conta-se que por ocasião de sua morte, o seu corpo desapareceu, possivelmente levado pelos seus escravos para a pratica de Magia Negra e por este motivo dentro do seu caixão foram colocadas correntes; para fazer peso e substituir o corpo.
Outra lenda que existe sobre ele diz que na ocasião de sua morte não havia um caixão pronto, por isso o corpo ficou deitado por sobre as grades de sua cama sem o colchão. Quando o caixão ficou pronto, começou o velório, dois grandes cães negros e de olhos vermelhos surgiram do nada e ficaram um de cada lado do corpo, velando o morto. À noite as velas e lamparinas se apagaram subitamente. Quando acenderam novamente a iluminação, o corpo do Capitão havia sumido. Dizem que levado pelo diabo. Como era necessário fazer o enterro, colocaram um toco de bananeira dentro do caixão.
Dizem também que a imagem de um anjo, feito de mármore, existente em cima de seu túmulo, está com a cabeça virada, por não querer nem saber quem estava ali sepultado. Mas, na realidade a imagem de Anjo ali existente, realmente com a cabeça virada, está é olhando rumo à Igreja Matriz – Santuário de Nossa Senhora a Conceição, pedindo bençãos.
Encontra-se sepultado no Cemitério Municipal de Senador Firmino, e seu túmulo é o mais antigo da cidade.
Rodrigo Celi Veiga Dias
Chefe do Departamento de Cultura
Prefeitura Municipal de Senador Firmino
Matheus F. Teixeira
Chefe da Divisão de Comunicação
Prefeitura Municipal de Senador Firmino