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Postagem: 9/07/2009
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Sobre o segundo prefeito de Senador Firmino, Professor Cícero Galindo, contam-se fatos curiosos. O Brasil vivia a época da Ditadura Vargas, e ele podia estabelecer sua vontade como bem quisesse. Manter a cidade limpa era uma de suas principais lutas, tanto que nomeara um fiscal específico para cuidar dessa área. Tinha verdadeira birra com os carros de bois. Isso porque além da sujeira que os bois espalhavam, o “canto” do carro deixava-no irritado. Era só algum carro surgir “cantando” na rua, que o fiscal aparecia para aplicar a multa, e ainda colocava azeite de mamona nas rodas para acabar com o barulho. As juntas dos bois eram tocadas pelo carreiro que usava uma aguilhada (uma vara comprida com um ferrão na ponta) para despertar o animal cansado ou preguiçoso, e a cada agulhada o bicho soltava um monte de esterco, sujando a rua limpinha. Levando-se em conta que normalmente cada carro era puxado por seis bois e que todos os proprietários rurais tinham o seu, dá para se ter uma idéia da sujeira que faziam. Para resolver esse problema, o prefeito Cícero Galindo tentou fabricar um anteparo que conseguisse evitar que as fezes viessem a sujar a rua. Até que o carpinteiro chegou a fabricar um, mas o problema foi que não encontrou modo para afixar a geringonça na parte posterior de cada animal. A cada movimento mais ríspido ela vinha abaixo e, com ela todo o estrume acumulado. O prefeito acabou tendo que abandonar a idéia e passou a defender que o transporte de mercadoria fosse feito por tropa de burros e a montaria em charretes. Dizia que a tropa era mais poética: à frente a mula-madrinha, com cangalha vistosa, com cincerro no peito, que tocava, à medida que o animal andava, o som assemelhado ao de campainha. E com muitos benefícios sobre o carro de bois: o som não era tão barulhento e no burro era mais fácil fixar o “para-merda”, pois ela era num formato diferente, mais sólida, em tabletes simétricos, em vez da pasta molenga e sem direção certa dos bovinos. Segundo o Sô Tote, que era fiscal, a invenção deu certo, abrandando a raiva do dinâmico prefeito. E para quem seguisse sua proposta deu vantagens: a tropa e charrete não precisavam pagar a taxa de circulação, enquanto os carros de bois eram obrigados a afixar uma placa da prefeitura e pagar a taxa anualmente. Professor Rodrigo Celi Veiga Dias Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural
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Postagem: 9/07/2009
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Na década de 1920, o Padre Salvador (italiano) era vigário de Dores do Turvo e administrava também a Paróquia de Conceição do Turvo. Por causa de sua simplicidade, humildade e ingenuidade, em Conceição e adjacências circulavam várias versões sobre episódios pitorescos ocorridos com ele. Naquele tempo só se viajava a cavalo. Numa dessas viagens um carrapato picou e alojou-se debaixo da pele do pênis do Padre Salvador. Dias depois, o membro ficou inchado e dolorido. Muito escrupuloso, o padre não procurou investigar a causa daquela dor. Alarmado, resolveu procurar um médico. Os amigos aconselharam-no a procurar o famoso Dr. João Vilaça, médico residente em Juiz de Fora. Com a humildade e a ingenuidade características de seu temperamento, o padre relatou para o médico o que estava sentindo. Após ouvi-lo atentamente, Dr. Vilaça levou-o para a sala de exames. Mal iniciou o exame, com o auxílio de uma pinça, o médico constatou tratar-se de um incômodo carrapato alojado sob a pele do membro, já bastante infeccionado. Dr. Vilaça esboçou um sorriso dizendo-lhe: “Padre Salvador, o caso apresenta alguma gravidade, talvez tenhamos de amputar o membro”. Com a maior calma deste mundo Padre Salvador respondeu: “non tene importanza dotore”, e fazendo um gesto com os dedos polegar e indicador, continuou: “basta senore deixar um toquinho assim pra eu urinar”. Comentava-se também o jeitão simples usado pelo padre na celebração de casamentos de pessoas mais humildes e ignorantes, sem muita noção das responsabilidades do matrimônio. Intercalando a liturgia própria, perguntava aos nubentes: “Você gosta dela? Você gosta dele? Gana dinero pra sutentá a família?” Face às respostas afirmativas, dizia: “Entonce tão casados, vão com Deus e muito juízo”. Rodrigo Celi Veiga Dias
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Postagem: 22/03/2009
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A coroação de Nossa Senhora é uma tradição que começou há mais de 150 anos na cidade. Durante o mês inteiro, crianças vestidas de anjo homenageiam Maria, à frente dos fiéis reunidos. A devoção surgiu no século XIII, na Europa, onde maio é o mês das flores e faz parte da primavera. A coroação surgiu em Minas Gerais, através do Colégio da Providência da cidade de Mariana. Ainda hoje, os firminenses conservam as músicas, os ensaios, os vestidos e as asas de pena no mesmo estilo de outros séculos. O mês de maio (mês de Maria) constituía um grande acontecimento no arraial de Conceição do Turvo. Durante todas as noites do mês havia reza, missa e coroação da imagem da Virgem Maria. A Banda de Música dirigia-se às casas das meninas que iriam coroar naquela noite, levando-as em procissão até a Igreja Matriz. Pela quantidade de lágrimas, vulcões e fogos de artifício gasto em cada coroação media-se o status das respectivas famílias das coroadeiras. Após a Missa realizava-se, no adro da Igreja, um concorridíssimo leilão com variadas prendas. As frutas arrematadas eram distribuídas com as crianças. A cada arrematação a Banda de Música executava um dobrado, cuja duração dependia do valor da prenda. Até a década de 1990, a festa sofreu poucas alterações, como por exemplo: a imagem de Nossa Senhora sempre saia de uma casa à Rua Santana; depois na época do paroquiato do Padre Carlos Magno da Silva, a imagem passou a ir cada noite para uma casa do centro onde as famílias das coroadeiras entregavam doces para as meninas que acompanharam a coroação e a procissão e saia de lá no dia seguinte em direção à Matriz. Por volta de 1996, o pároco Padre Luiz Faustino dos Santos, resolveu fazer algumas mudanças mais profundas na festa, entre elas: fim do uso de fogos de artifício, dos leiloes, da distribuição de doces para as crianças. A Missa que era celebrada todos os dias do mês de maio passou a ser celebrada somente aos sábados e domingos; nos demais dias acontecia o culto celebrado pelos Ministros da Eucaristia. Essas mudanças enfraqueceram a festa, pois as crianças enchiam a Igreja, vestidas de branco para poder receber os doces, com o fim da distribuição as meninas começaram a perder o interesse pela festa. No paroquiato do Padre Oscar de Oliveira Germano, voltou com a distribuição de doces pelas coroadeiras que passou a ser feita na própria Igreja. Atualmente a imagem da Virgem Maria é levada para as casas próximas à Matriz onde fica até o outro dia quando em procissão volta à Matriz. A Missa só é celebrada no sábado e no domingo, onde as coroadeiras são escolhidas pelas pastorais e escolas do município; sendo que aos sábados a coroação é feita depois da missa das 19 horas e aos domingos depois da missa das 9 horas. As demais meninas da Paróquia coroam de segunda à sexta depois do culto celebrado pelos Ministros da Eucaristia às 19 horas.
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Postagem: 22/03/2009
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Antes de vermos a história do Jubileu de vemos saber o que é um Jubileu. Jubileu ou Indulgência Plenária é a remissão de toda pena temporal, devida aos pecados, já perdoados, concedida pela Igreja em determinadas condições. De 01 a 15 de agosto se pode receber esta Indulgência Plenária, de acordo com as condições requeridas pela Igreja, que são: Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Visita ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Quando aqui chegou em 1870, Padre Jacinto Teófilo Trombert, encontrou-se com seu padrinho espiritual, Padre Pedro Maurício Ayme (Padre Pedro Missionário), que estava em Conceição do Turvo celebrando a Missão Anual que, há vários anos, acontecia aqui sempre nos primeiros quinze dias do mês de agosto. De imediato Padre Jacinto sentiu a necessidade de se construir uma nova Igreja Matriz. Tendo sido feita a sagração da Matriz em 1879, o pároco procurou dotar a Paróquia de um Jubileu. Para isso pediu autorização para o Papa Leão XIII, a fim de que o Jubileu fosse realizado, se possível aproveitando a data da Missão Anual que sempre acontecia em Conceição do Turvo. Em 1900, o Papa concedeu a Bula Institucional do Jubileu. Após sucessivas renovações, a autorização para o Jubileu foi perpetuada pelo Papa Paulo VI, no dia 10 de fevereiro de 1969, a pedido do pároco Padre Henrique Silvino Alves. Por ter viajado muito por toda a região e por vários estados, a fim de angariar fundos para a construção da Matriz, Padre Jacinto passou a ser muito conhecido de todos. Por esse motivo o Jubileu de sua Paróquia logo ganhou fama e todos os anos o número de fiéis e romeiros aumentava consideravelmente. Tanto que já em 1902 o Padre Jacinto Trombert consegue a elevação da Matriz à categoria de Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Por causa do grande número de romeiros, em 13 de julho de 1909, o já Cônego Jacinto Trombert, escreve uma carta ao Arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, pedindo autorização para angariar esmolas e donativos a fim de se construir um prédio modesto, mas de espaço e acomodações suficientes para acomodar os romeiros que anualmente concorriam ao Jubileu de sua Matriz; em 24 de julho do mesmo ano, o arcebispo concedeu a autorização pedida. Cônego Jacinto pretendia fazer de Conceição do Turvo um pólo de peregrinação da Zona da Mata. Tal afirmação pode ser confirmada nas palavras deixadas pelo Monsenhor Antônio Maurício de Medeiros Gouvêa no Livro do Tombo da Paróquia: “(...) o tenaz construtor da Matriz acariciava ao que parece, a idéia de fazer de Conceição do Turvo uma ‘Congonhas Mateira’: institui um Jubileu, levanta em derredor do Templo, dezoito estátuas de profetas, constrói romarias, capazes para a hospedagem dos visitantes; um arremedo afinal, daquele velho e celebre Santuário de Minas”. Vale lembrar que Monsenhor Maurício chegou a conhecer o Cônego Jacinto Trombert. No passado, quando a maioria da população se concentrava na zona rural, era possível se ver charretes e carros de bois transportando os víveres para as casas alugadas ou de propriedades dos habitantes da zona rural para a cidade no finalzinho de julho, costume este iniciado no tempo do Padre Jacinto. As festividades desde seu começo sempre foram muito animadas, atraindo muitos turistas e romeiros. As ruas próximas ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição ficavam movimentadíssimas, com barraquinhas multicoloridas espalhadas por vários pontos. Durante os quatorze dias de festa realizam-se às seis horas da manhã a reza do tradicional, piedoso, bíblico e poético OFÍCIO DE NOSSA SENHORA e logo após a Santa Missa, e à noite Missa com sermão alusivo à Virgem Maria. Antigamente o encerramento era uma apoteose, desde cedo se rezavam missas com comunhões, e às 10 horas, missa solene de encerramento do Jubileu, com a BENÇÃO APOSTÓLICA; e à tarde procissão da Virgem Padroeira. Hoje em dia o encerramento mudou um pouco: o dia começa com uma ALVORADA (com músicas e fogos de artifício) pelas ruas da cidade feita pela Corporação Musical de Nossa Senhora da Conceição, na parte da manhã são celebradas várias missas, ao meio-dia acontece a MANIFESTAÇÃO DOS ROMEIROS e às 14 horas Missa de Encerramento, Coroação de Nossa Senhora e a preciosa Benção Papal. Durante várias oportunidades a direção do jubileu foi entregue nas mãos de Congregações Religiosas, eram elas as responsáveis pela Instrução Religiosa e pelas Pregações. As Congregações que já tiveram esse encargo em nosso Jubileu são: Lazaristas em 1905 e 1943; Franciscanos de 1906 a 1911, de 1914 a 1915, em 1942, de 1945 a 1947 e de 1969 a 1971; Verbitas em 1912; Redentoristas em 1937, de 1950 a 1952 e em 1956; Sacramentinos em 1967. Vários Bispos, padres, diáconos e seminaristas já ajudaram no nosso Jubileu; ao todo foram mais de 970, entre eles podemos citar: Mons. José Maria da Silva Lisboa, por muitos anos pároco em Paula Cândido; Pe. Francisco Lopes da Silva Reis, por muitos anos pároco em Presidente Bernardes; Pe. Gregório Wuts C.SS.R., por vários anos Vigário Provincial da Congregação em Juiz de Fora; Pe. Dermeval José Mont’Alvão C.M., foi Reitor do Seminário Menor de N. Sra. da Boa Morte em Mariana; Dom José Nicomedes Grossi, construtor da Igreja Matriz de Presidente Bernardes e posteriormente Bispo de Bom Jesus da Lapa; Pe. Nélson Tafuri, por muitos anos pároco de Divinésia; Frei Paulo Evaristo Arns O.F.M., que foi posteriormente Cardeal Arcebispo de São Paulo; Dom Daniel Tavares Baeta Neves, Bispo Auxiliar de Mariana; Pe. Francisco Barroso Filho, que foi posteriormente Bispo de Oliveira; Mons. Antônio Russo, futuro Pró-Vigário Geral da Arquidiocese de Mariana; Pe. José Heleno, futuro Bispo de Governador Valadares; Dom Oscar de Oliveira, Arcebispo de Mariana; Pe. José Cândido Barbosa C.SS.R., diretor da Rádio Congonhas; Mons. Geraldo Magela Reis, reitor do Seminário Maior de São José em Mariana e futuro Bispo de Três Lagoas e Arcebispo de Diamantina; Mons. Caetano Cenaque Piovezani, reitor do Seminário Menor de N. Sra. da Assunção e futuro reitor do Seminário Maior de São José, ambos em Mariana; Frei Patrício Sciadini O.C.D, mestre dos noviços de Caratinga; Dom José Belvino do Nascimento, Bispo de Itumbiara e posteriormente Bispo de Divinópolis; Dom Frei Jorge Scarso O.F.M.cap., Bispo de Patos de Minas; Frei José da Cruz Kokkelkoren O.F.M., por muitos anos pároco da Paróquia de São Januário em Ubá; Pe. Antônio Teixeira Filho, construtor da Igreja Matriz de Piranga; Frei Bento van den Broek O.F.M., professor do Convento Franciscano de Santos Dumont; Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida S.J., Presidente da CNBB e Arcebispo de Mariana; Dom Geraldo Lyrio Rocha, Presidente da CNBB e Arcebispo de Mariana. Professor Rodrigo Celi Veiga Dias
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Postagem: 22/03/2009
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Essa Festa remonta de meados do século XVIII, pois a Capela de Nossa Senhora da Conceição foi construída em 1753, e por isso já devia contar com um Capelão para fazer as celebrações. Tanto a Quaresma quanto a Semana Santa foram, durante boa parte do século XIX e início do século XX, realizadas com muita pompa, e tinham tradições folclóricas interessantíssimas. Durante a Quaresma, com o objetivo de arrecadar fundos para as despesas da Semana Santa, era costume saírem as CHAROLAS, colhendo esmolas no arraial e na zona rural. As charolas eram andores em forma de oratório, com a imagem do Senhor dos Passos no seu interior. Ainda se podem encontrar duas ou três destas charolas guardadas na Igreja Matriz de Senador Firmino. Ainda na Quaresma, as quartas e sextas-feiras a partir da meia-noite, era costume sair um grupo de homens, com a cabeça e o corpo cobertos com LENÇÓIS BRANCOS, portando nas mãos matracas e berra-bois (um cordão com peso na ponta, que quando girado rápido provoca um ruído macabro), fazendo a tradicional ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS. O ritual realizava-se ao pé do dos Cruzeiros e na porta do Cemitério, com cantorias e rezas por intenção das Almas do Purgatório. Para se ter uma idéia das cantorias feitas nessa cerimônia, colocamos a seguir trechos de uma Encomendação de Almas, gravada em Franca, em junho de 1960 no Festival de Folclore, o grupo era formado por cinco homens, duas mulheres e duas crianças: Alerta, alerta pecadores Acordai, quem está dormindo Veja que o sono é irmão da morte E a cama é a sepultura Peço que vós reze um Padre Nosso Padre Nosso e Ave Maria Pras almas da obrigação Peço pelo amor de Deus (Pausa para rezar, cerca de 20 segundos) Peço que vós reze mais um Padre Nosso Padre Nosso e Ave Maria Pras almas do purgatório Peço pelo amor de Deus (Pausa, cerca de 20 segundos) Peço que vós reze mais um Padre Nosso Padre Nosso e Ave Maria Pras almas todas gerais Peço pelo amor de Deus (Pausa, cerca de 20 segundos) Estava Maria Fazendo oração Chegou Madalena Também São João O meu filho está preso Numa corrente sem fim Soltai o meu filho Pertence a mim Nosso Pai lá do céu Olhai pela terra Livrai-nos da fome Da peste e da guerra Cadê o garfo que furou Os olhos de Santa Luzia? Lá pro céu ela foi cega, Senhora Santa Luzia (Mas) Quando ela perdeu a vista Que tristeza, ai, não seria Quando ela perdeu a vista Não enxergô a luz do dia Cadê a toalha que enxugou Os olhos de Santa Luzia? Lá pro céu ela foi cega Senhora Santa Luzia Ave Maria Cheia sois de graça Salvais as nossas almas Bendita sejai. Também na Quaresma, as quartas e sextas-feiras, era costume sair um penitente vestido com uma OPA ROXA e uma sacola da mesma cor, colhendo esmola para a MISSA DAS ALMAS DO PURGATÓRIO. A Semana Santa também era realizada com pompa. Na semana anterior à Semana Santa era celebrada a SEMANA DAS DORES e logo em seguida as festividades do DOMINGO DE RAMOS, seguindo os aspectos da tradição (ofícios, procissões, missas, sermões, e confissões), com grandes destaques para a QUINTA-FEIRA SANTA, SEXTA-FEIRA SANTA E DOMINGO DA RESSURREIÇÃO. Seguindo o tradicional rito dos festejos, no Sábado de Aleluia, lá pelas 9 horas da manhã, o pároco, acompanhado pelos coroinhas, ao toque de campainhas, saía visitando as casas do arraial para benzê-las e fazer orações. Essa prática era chamada de TIRAR AS ALELUIAS. Um outro costume de pura linhagem colonial, também praticado naquela época era o de levar a Comunhão Eucarística às casas das pessoas enfermas, ou como se dizia LEVAR O VIÁTICO. Até meados da década de 90, a PROCISSÃO DO ENCONTRO, mantinha sua tradição da seguinte forma: os homens saiam em procissão para buscar a imagem do Senhor dos Passos, enquanto as mulheres buscavam a imagem de Nossa Senhora das Dores. As duas procissões se encontravam em frente à Matriz, onde era feito o SERMÃO DO ENCONTRO. Atualmente não se há a obrigatoriedade de se sair os homens e as mulheres separadamente para buscarem as duas imagens, a pessoa vai à procissão que quiser, mas a Procissão e o Sermão do Encontro continuam acontecendo da mesma forma. Atualmente os pontos fortes da Semana Santa são: a SEMANA DAS DORES, o DOMINGO DE RAMOS, a PROCISSÃO DO ENCONTRO, a SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO, dia em que acontecem a ADORAÇÃO DA CRUZ e a PROCISSÃO DO ENTERRO, SÁBADO DE ALELUIA, dia em que é feita a BENÇÃO DO FOGO e o DOMINGO DA RESSURREIÇÃO. Desde a década de 80, o Grupo Teatral GOTAS, apresenta na época da Semana Santa uma peça sobre a VIDA DE CRISTO. Primeiramente, esta encenação acontecia pelas ruas da cidade terminando na Praça do Rosário onde acontecia a Crucificação de Cristo. Posteriormente a apresentação passou a acontecer no Parque de Exposições Municipal Bela Vista, e já se tornou uma tradição durante a Semana Santa. Rodrigo Celi Veiga Dias
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